um caderno de amenidades é aquele que contém sentimentos mínimos para uma vida alegre, sim, o desafio é ser alegre. é pensar textos e imagens que nos mostrem a leveza da vida e a possibilidade de sermos sempre intensos!
11.28.2007
minha paixão por minas...
Água de beber, bica no quintal
Sede de viver tudo
E o esquecer era tão normal
Que o tempo parava
E a meninada respirava o vento
Até vir a noite
E os velhos falavam coisas dessa vida
Eu era criança, hoje é você
E no amanhã nós
Água de beber, bica no quintal
Sede de viver tudo
E o esquecer era tão normal
Que o tempo parava
Tinha sabiá, tinha laranjeira
Tinha manga rosa, tinha o sol da manhã
E na despedida, tios na varanda
Jipe na estrada e o coração lá
Tios na varanda
Jipe na estrada
Tios na varanda
Jipe na estrada e o coração lá
11.26.2007
11.01.2007
curitiba literária
de 04 de novembro a 10 de novembro.
bem bacana!!!
10.31.2007
tarefa da página 161
Lira Neto passou para Socorro Acioli que passou pra mim e repasso a 5 amigos.
Convocação para participar do jogo!
Chama-se "Meme da página 161" e as regras são:
1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abrir na página 161;
3. Procurar a 5ª frase completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs.
Eis o meu resultado:
abri o livro mais próximo na página 161 - desonra - do coetzee - editora cia. das letras, li a quinta frase completa, e eis no que deu:
"Só a orelha ainda exige cuidados diários."
Agora é a minha vez de convocar:
Paulo Amoreira (Vestígios)
Carolina (Aguarrás)
Jamille (Sempre celebrando a vida!!!)
Anna K. (Escrituras)
Ruth Aragão (Ruth Aragão Roupa)
e
Elvira Vigna (Elvira Vigna)
Agora é a vez de vocês.
prêmio vivaleitura
CONFIRAM!!!
http://www.premiovivaleitura.org.br
sob o signo solar
você merece minha queridíssima amiga...
novo livro da sarinha no ar:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=483336
10.30.2007
bons amigos
e queria dividir com vocês esse momento:
http://www.opovo.com.br/opovo/buchicho/738915.html
sucesso vitoriano!!!!
CHUVA DE POESIA!!!!
100 mil poemas chovendo do ar
na praça do ferreira
fortaleza // ceará
entre poesias e poetas
estávamos muitos lá
socorro acioli, lira neto e coetzee
abri o livro mais próximo na página 161 - desonra - do coetzee, li a quinta frase completa, e eis no que deu:
"Só a orelha ainda exige cuidados diários."
pronto! socorro!
a primeira parte tá aí. mas como sou lenta, precisa esperar um pouquinho pra eu finalizar a tarefa!
adorei o café!!!!
agora somos duas "grandes" bailarinas!!!!
10.22.2007
água de meninos
Gilberto Gil
Composição: Capinam e Gilberto Gil
Na minha terra, a Bahia
Entre o mar e a poesia
Tem um porto, Salvador
As ladeiras da cidade
Descem das nuvens pro mar
E num tempo que passou - ô ô ô
Toda a cidade descia
Vinha pra feira comprar
Água de Meninos, quero morar
Quero rede e tangerina
Quero o peixe desse mar
Quero o vento dessa praia
Quero azul, quero ficar
Com a moça que chegou
Vestida de rendas, ô
Vinda de Taperoá
Por cima da feira, as nuvens
Atrás da feira, a cidade
Na frente da feira o mar
Atrás do mar, a marinha
Atrás da marinha, o moinho
Atrás do moinho o governo
Que quis a feira acabar / bis
Dentro da feira, o povo
Dentro do povo, a moça
Dentro da moça, a noiva
Vestida de rendas, ô
Abre a roda pra sambar
Moinho da Bahia queimou
Queimou, deixa queimas
Abre a roda pra sambar
A feira nem bem sabia
Se ía pro mar ou subia
E nem o povo queria
Escolher outro lugar
Enquanto a feira não via
A hora de se mudar
Tocaram fogo na feira
Ai, me dia, mi'a sinhá
Pra onde correu o povo
Pra onde correu a moça
Vinda de Taperoá?...
Água de Meninos chorou
Caranguejo correu pra lama
Saveiro ficou na costa
A moringa rebentou
Dos olhos do barraqueiro
Muita água derramou
Água de Meninos acabou
Quem ficou foi a saudade
Da noiva dentro da moça
Vinda de Itaperoá
Vestida de rendas, ô
Abre a roda pra sambar
Moinho da Bahia queimou
Queimou, deixa queimar
Abre a roda pra sambar
Pra sambar... pra sambar...
colecionando impressões.... bienal de dança
vamos aos poucos colocando os links aqui.
espetáculos
1. isabel torres(RJ)
2. tempo líquido - maria alice poppe (RJ)
3. por si só - helder vasconcelos (PE)
4. preljocaj (frança)
5. parto - luiz garay(argentina)
6. água de meninos - artelaria(CE)
7. muá - emmanuelle hynhj (frança)
performances
1. impermanências
vera sala
2. procissão pagã
yann marussichi
3. blessure
yann marussich
lançamentos
1. silvia soter (RJ) e a educação somática
conversas
pesquisa
rumos dançaitaú
cartografia - rumos itaú cultural
idança
festivais
panorama de dança (RJ)
festival de dança do recife (PE)
fid (MG)
asul - festival internacional de dança contemporânea (buenos aires)
dança em foco (RJ)
move berlim (alemanha)
artistas da dança
angel vianna
10.19.2007
VI Bienal Internacional de Dança do Ceará
Alegrias... alegrias...
Confiram:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=479823
Lançamento do livro O sol na palavra: a literatura cearense sob o signo solar, de Sarah Diva Ipiranga
O livro é resultado de uma pesquisa premiada no III Edital de Incentivo às Artes da SECULT (Secretaria de Cultura do Estado do Ceará) e trata de forma inovadora a produção de autores como José de Alencar, Adolfo Caminha e Antônio Sales. Revisitando obras como O sertanejo, Aves de arribação, A normalista, entre outros, a abordagem centra-se na presença do sol como signo ativador da produção literária desses autores/livros. Além dos cearenses, outros escritores viajantes compõem o tecido desse livro: Pedro Nava e Albert Camus. A contribuição essencial da pesquisa é configurar um relógio que marca as ‘horas’ da formação da literatura cearense: a manhã alencarina, o meio-dia de Adolfo Caminha e o entardecer de Antônio Sales. Através desses três tempos uma literatura se forma marcada pelo exílio e pelo sol.
Sarah Diva Ipiranga é professora de Literatura Comparada da UECE, Mestre em Estudos Literários pela UFMG e doutoranda em Educação Brasileira na UFC. Através da sua experiência de migração (morou 10 anos em Belo Horizonte) e do seu envolvimento com os estudos de literatura comparada, a autora dedica-se há alguns anos a investigar as formas do imaginário solar na literatura, bem como o exílio e a memória na construção das formas literárias.
Conhecendo um pouco mais sobre o livro: Trechos do texto de apresentação do crítico literário Fábio Lucas.
Para ingressar na substância da Literatura Cearense, Sarah Diva Ipiranga abriu as portas do entendimento à entrada do sol. Ao leitor das obras capitais do Ceará, como as do Nordeste, este parecerá o mais óbvio dos temas. Entretanto, visto sem o ofuscamento da pressa ou da evidência, talvez um dos mais complexos. É o que demonstrou a obra O sol na palavra: a literatura cearense sob o signo solar.
O “sol” de sua escolha irá luzir nas obras de José de Alencar, Araripe Júnior, Adolfo Caminha e Antônio Sales. E, claro, nos autores confluentes (Pedro Nava e Albert Camus), aqueles que os interpretaram e aqueles que se detiveram nos aspectos solares da visão de mundo ou especificamente nos atributos da paisagem tropical.
A autora de O sol na palavra: a literatura cearense sob o signo solar explora as idas-e-vindas de seus autores-personagens: Alencar, Araripe Jr., Adolfo Caminha e Antônio Sales, numa sarabanda de hesitações entre sair e voltar, aves de arribação.
Neste livro, mais uma vez ocorre a íntima familiaridade do ensaio com a criação literária, pois entre ambos se estabelece um diálogo quente e confortador.
Fábio Lucas
querido carlos
eu sou o acrobata do banco de trás
e só você me vê. vou deixar as
duas mãos no vidro e me contorcer
amarrado a este cinto que me livra
do mal, toda sorte ruim, acaso,
quebranto e freadas bruscas. estes
os minutos finais do grande espetá-
culo, até você ir embora, descolando
com vagar o seu rosto triste, miúdo
como se quisesse chegar a algum lugar.
aonde deve ir. os acendedores do fogão
pifaram e estamos sem fósforo. não
tomaremos calmantes naturais, mas ex-
plodiremos com discreta naturalidade.
vou deixar os vidros abertos na esperança
de oxigenar o mundo e para que alguém
me corte os pés e o estofamento novo.
eu sou o acrobata do banco de trás
e você não me vê. o mesmo ar que
respiro não é o seu, pois estamos
separados. entre um passo e outro, uma
espera na fila do caixa eletrônico
com seus enigmas, senhas alfa-numéricas,
nossa esfinge possível, um abismo.
um abismo. diga comigo: um abismo.
10.11.2007
10.04.2007
catrâmbias!, de evandro affonso ferreira. [p. 55]
breve escritura todos eles meus setenta anos fu! não valeu a
pena viver; exceto claro pelas amizades algumas realmente de
papoco feito ela amiga aquela de Paris eia quanta esbelteza
puleritude huifa resplandecente mesmo; mas catrâmbias! nun-
ca entendi mania-hábito aquele de exigir que acompanhante
peripatético caminhasse somente do lado do ombro esquer-
do dela; mesmo sendo desde sempre incrédula nunca desper-
filei crendeirice da amiga-nec-plus-ultra-da-cortesia; ou ele
amigo ad amussin aquele substacncialmente verdadeiro intei-
reza de caráter abria mão de jeito nenhum (nem debaixo de
intimidações cadafalsescas guilhotinescas cousalousa) dela
siesta diária de duas três longas assonorentadas horas; mas
diacho mesmo assim fu! não valeu a pena viver hã me desen-
contrei dele grande amor únido porimum mobile da vida; neca
neres de Penélope nenhuma para esperar apre neca neres de Ulis-
ses nenhum para regressar; gerande amor fiau! andei ceca e me-
ca e neca hã teria sido mais fácil pra esta velha angurriada aqui
ter escalado o céu sobrepondo montanhas uma às outras.
intromissão, de ana cristina
missão: [posicionado para dentro]
os possíveis do movimento paradoxal
À primeira vista é que se movem os olhos curiosos dos passantes para um trabalho que desgrudando da parede, propõe movimentos e saltos no ar.
Intro é o estado para dentro do corpo, lugar dos anseios e desejos mais recônditos. E ditos assim, de passagem, é que se pegam reconfigurando estados de ser antes ocultos por formas, enquanto sentimentos são tecidos no vento. O arame dobrado com a força do braço e retorcido pela leveza do movimento da artista expõe-nos a um paradoxo: ora se contém, ora atravessa a pele. É tecendo a vida que os fios se dão a existir. É no lugar da costura, do que adentra a lisura do tecido ou suas asperezas.
Em Intromissão as agulhas de Ana Cristina são tomadas pela própria linha, como se não pudéssemos prever quem vem abrindo caminho primeiro, se a artista, se a linha ou a agulha. E nesse jogo, é que o brilho da agulha, escondido pela linha que costura a própria agulha, se faz presente nas diversas posições manipuladas por Ana Cristina. Mas, no desenho próprio da pele, são as linhas que dão suporte às agulhas várias em direção ao chão. As insistências de nossos movimentos, a impermanência de nossos gestos, a precisão do tamanho de cada uma das linhas são movimentos de olhar onde as linhas da vida vão parar ou se cruzar. Nesse vai e vem, tanto linha como agulha costuram os afetos que podemos desenhar no espaço-tempo. Pelas mãos mágicas da artesã, vemos preparada a teia de sua e nossa vivência.
A linha tênue e preta marca contornos grossos de habitar e saltam a parede, pendurada por fios invisíveis entre visualidade e gestualidade. São os gestos da artista que agora se montam no povoado das linhas sinuosas. Os fios caem atraídos por uma força de chão e são parados pelas mãos que arquitetam outras possíveis formas de desenho no espaço vazio. Quem se põe em missão de desvendar os desenhos entra no jogo labiríntico que as formas da linha preta propõem. Elas estão em suspense por um grosso cordão, ou caídas e protegidas pela lâmina da agulha. Se se aproxima, o observador vê sintonia musical dedilhada no conjunto, se se afasta, passa a desejar uma veste para sua pele desnudada. É que alinhavados seus segredos, procura brilho na costura. E fugindo, vê escorrer seus contornos na parede, fixadas as curvas de seu habitar.
Jogo dual, possível de revés.
Costurar ou desfazer:
linha agulha desertos labirintos desejos
no fabuloso mundo de dentro.
Onde “o mais profundo é a pele”.
Chama. E segredos.
fátima souza
fortaleza, 01 de outubro de 2007.
9.21.2007
elida tessler - e as visualidades
[ELIDA TESSLER]
elida - e a morte
[elida tessler, o esquecimento doeu - ver e rever o tempo]
quando a beleza é superada pela realidade,
quando perdemos nossa pureza nestes jardins de males tropicais,
quando no meio de tantos anêmicos respiramos
o mesmo bafo de vermes em tantso poros animais,
ou quando fugimos das ruas e dentro da nossa casa
a miséria nos acompanha em suas coisas mais fatais
como a comida, o livro, o disco, a roupa, o prato, a pele,
o fígado de raiva arrebentando, a garganta em pânico
e um esquecimento de nós inexplicável,
sentimos finalmente que a morte converge
mesmo como forma de vida agressiva.
[rocha, glauber. roteyros do terceyro mundo. organizado por orlando senna. rio de janeiro: alhambra/embrafilme, 1985, p. 302]
pra visitar:
http://www.elidatessler.com.br/
9.20.2007
suely rolnik - tunga e os despachos no museu
porque aprendo a olhar pro mundo de outra forma com ela
ela me apresenta os outros
dessa vez conheci TUNGA através dos
DESPACHOS NO MUSEU: SABE-SE LÁ O QUE VAI ACONTECER...
confiram:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-88392001000300002&script=sci_arttext
serpente mágica
calendário maia
28 luas
e coisa e tal e tal e tudo
entra aí: http://calendariomaia.hpg.ig.com.br
fui...
9.19.2007
as salamandras mágicas
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida…
inscrição para uma lareira
mário quintana
9.17.2007
copiando minha amiga socorro acioli
Italo Calvino
9.13.2007
entre minas e fortalezas
vi o sol enluarar, quando viu você.
Vi a tarde inteira, a sexta-feira, o feriado
esperando o amor chegar e trazer você.
Você chegou querendo
tudo que o tempo não te deu
e que levou de você;
sem saber que você já sou eu.
Agora não entendo
o meu relógio o amor tirou
mas sei que o meu coração
tá batendo mais forte
porque você chegou.
Você chegou querendo...
8.28.2007
nas minas gerais
comidinha da cibele, os carinhos do alexandre, o inclassificável de maria esther...
aos poucos vou ficando, dividindo meu coração entre terras, gentes, cidades, palavras e gestos.
pelo mundo vamos...
8.13.2007
mais intensidades
pra quem não conhece e pra quem já vive nesse pensamento: SIMPLESMENTE IMPERDÍVEL
e o ceará sempre lá representado.
taí a página pra vocês conferirem a programação:
http://www.dancaemfoco.com.br/index.html
grande waly salomão
É porque não dou sopa estou sempre elétrico
Nada que se aproxima nada me é estranho
Fulano sicrano e beltrano
Seja pedra seja planta seja bicho seja humano
Quando quero saber o que ocorre a minha volta
Ligo a tomada abro a janela escancaro a porta
Experimento tudo nunca me iludo
Quero crer no que vem por ao beco escuro
Me iludo passando presente futuro
Revir na palma da mão o dado
Presente futuro passado
Tudo sentir de todas as maneiras
É a chave de ouro do meu jogo
De minha mais alta razão
Na seqüência de diferentes naipes
Quem fala de mim tem paixão.
OLHO DE LINCE
Jards Macalé/Waly Salomão
8.10.2007
pra matar as saudades...
para matar as saudades a gente vai vendo as fotos,
revendo os dias, lembrando de tudo com intensidade.
essas são nossas reverberações para que vocês sejam muito, muito felizes!!!!
beijinhos,
fá.
http://ticizinha.multiply.com/photos/album/48
7.13.2007
balanço das férias
como o blog funciona como um diário, preciso aqui fazer um balanço das férias com cachaça, amigos, cerveja, suor e LAPAda.
como tá tudo armado e só falta se posicionar, eu vou vivendo sem meu amigo wash ao lado porque ele me escapou e fugiu pra são paulo. agora sigo sem minha "cleide". e nunca mais poderei dizer que o rio de janeiro é o mesmo depois dele. para entender basta começar na amaral peixoto com um café no copo plástico e o adicional da chapa do pão, depois descobrir o bar vinicius de moraes, pegar o instituto moreira salles fechado com exposição do pixinguinha (o que soubemos por intermédio do GUARDA, um daqueles negros que só encontramos no velho e bom rio de janeiro), tomar um café na francisco otaviano com raul pompéia, tomar uma montanhesa vendo a bélgica do milton na cachaçaria do diego, pegar um metrô (e escolher um dos inúmeros passes pra flertar por aí e se descobrir VIVO), despedir-se na praça do castelo tomando um chope em pé com bolinho de bacalhau com aipim!!!
o rio de janeiro continua lindo, paraty tá cada dia mais em forma com tantos escritores ilustres, estrangeiros, festa e gente bonita que gosta de literatura.
copa, arpoador, jardim de alah, centro, confeitaria colombo, catedral, camarão em jurujuba, forró pé de praia, nossa!!! ainda tem as MEMÓRIAS DO RIO e o ARCO-ÍRIS da lapa.
jazz maravilhoso em são dom dom....
ainda romário e gilberto e fernando na nutis do centro...
continuo de férias portanto: NÃO DOU OPINIÕES, NÃO FAÇO COMENTÁRIOS E NEM DIGO SUGESTÕES
vou me organizando pro PANdemônio. E VIVA O ENGENHÃO!!!
AGORA VOU CORRENDO PRA ORQUESTRA IMPERIAL que "samba só ano que vem".
afinal, quem é borges?
7.01.2007
6.27.2007
dos amores
eu não páro de descobrir coisas...
dessa vez agradeço a minha amiga socorro acioli
em todas as suas distâncias
hoje conheci o blog do amores expressos
1. daniel galera me fez revisitar minha própria buenos aires, meus periféricos ares
2. e adriana lisboa me deu de novo o 'tempo da delicadeza'
3. nem sei o que dizer do blog do antonio prata. e olha que eu ia parar antes de entrar lá... coisa,coisa,coisa,
carmélia aragão e meus alunos
para esse momento os alunos prepararam diversas perguntas. vou trocar aqui com vocês o que interessa a eles:
VOU ESQUECER VOCÊ EM PARIS
CARMÉLIA ARAGÃO
Escola Vila – 8º e 9º ano
Fortaleza, 28 de junho de 2007
Entrevista:
Você já fez algum poema?
Quais são os nomes dos livros que você já fez?
Há quanto tempo você já é uma autora?
Você trabalha só em literatura ou em outra carreira?
(Heitor)
Como você se sente sabendo que seus pensamentos estão sendo compartilhados com todos?
O que você acha que diriam os leitores de sua publicação?
(Matheus Gomes)
Como você teve a idéia de escrever o livro Vou esquecer você em Paris?
Quem te influenciou a ser escritora?
(Beatriz)
Quem convenceu você a ser escritora?
Você tem algum parente escritor?
(Anna Inácia)
Você gosta de escrever o que?
De onde vem a inspiração para escrever, e como você escreve?
(Bárbara)
Quando você começou a escrever os seus livros?
Qual dos livros você mais gosta de escrever?
(Ana Cristina)
Por que você quis ser escritora?
Que tipo de livro você prefere escrever?
(Thais)
Você começou a escrever quando?
Você se interessou por escrever quando?
(Clara)
Você tem (escreve) livros de contos pra adolescentes com magos e dragões? Quais?
A senhora pode sugerir um livro com várias páginas? Quais?
A senhora pode contar uma história que seja de outro país? Qual?
(Davi Frota)
Agora, se formos a qualquer livraria e dizermos que queremos um livro que não seja de poesia, contos, teatro, e histórias infantis com autor cearense é impossível. O que você acha disso?
Conhece algum autor que tenha um livro desses?
(Renato)
ESPERO QUE GOSTEM!!!!
6.26.2007
alexandre rodrigues da costa
primeiro dia que conheci um poeta depois de seus textos em prosa
mal sabia eu que o mundo dá as voltas
alexandre rodrigues da costa é quem melhor escreve sobre orides fontela no brasil
e eu ganhei de presente seu FORA-DE-QUADRO
debruço-me, então...
minha segunda adolescência
eternamente adolescentes, arriscando e riscando traçados para a teia da vida, resolvi atualizar minha lista infinita:
filmes: antonioni, mais tarkovski
música: shostakovich, cartola, dona ivone lara, música clássica, o show opinião, ednardo, isaac candido, cidadão instigado, jazz, joão donato
livros: ponto de mutação, cortázar [o jogo da amarelinha 'esse é fundamental'], joão antonio, caio fernando abreu
lugares: mercado da madalena, santa teresa, são dom dom, pina [de copacabana], borracharia, xingu
dança: silvia moura [e a cadeirinha!!!!]
circo: os da periferia de fortaleza
pedrinho, que alegria, você é um doce!
vou esperar sua 'conceição'
agora tenho certeza que a vida é feita de vibrações
e com essas viveria a vida inteira
ao longo dos 100 anos dos meus sonhos...
VIVA SÃO JOÃO!!!
6.23.2007
VIVA DONA IVONE LARA
E eu tenho a minha verdade
Fruto de tanta maldade que já conheci
Me deixa caminhar a minha vida
Livremente
O que desejo é pouco
Pois não duro eternamente
Nada poderá me afastar do que eu sou
Amor, é o meu ambiente
Nada poderá me afastar do que eu sou
Me deixa, por favor
Do bom samba sou escravo
Seu fascínio me apertou
Traçou-me este destino
E meu sonho menino se concretizou
Deixe-me agora sonhar
Seguir sem pensar numa desilusão
Que o amor simplesmente
Se faça presente no meu coração
Eu tenho
E eu tenho a minha verdade
Fruto de tanta maldade que já conheci
Me deixa caminhar a minha vida
Livremente
O que desejo é pouco
Pois não duro eternamente
E nada poderá me afastar do que eu sou
Amor é o meu ambiente
Nada poderá me afastar do que eu sou
Me deixa, por favor
acreditar
E acreditar, eu não
Recomeçar, jamais
E a vida foi em frente
Você simplesmente não viu
O que ficou pra trás
Acreditar
Acreditar, eu não
Recomeçar, jamais
E a vida foi em frente
Você simplesmente não viu
O que ficou pra trás
Não sei se você me enganou
Pois quando você tropeçou
Não viu o filho que passou
Não viu que ele lhe carregava
Que à saudade lhe entregava
Com o aval da imensa dor
Eu agora moro nos braços da paz
Ignoro o passado que hoje você me traz
E eu agora moro nos braços da paz
Ignoro o passado que hoje você me traz
E acreditar
E acreditar, eu não
Recomeçar, jamais
E a vida foi em frente
Você simplesmente não viu
Que ficou pra trás
uma descoberta valiosa
foi então que fiz a valiosa descoberta: DONA IVONE LARA, primeira mulher a compor samba enredo, "compunha desde os 12 anos, quando ainda integrava corais infantis e escolares, alguns sob a direção de Lucila Vila-Lobos, a primeira mulher do gênio. Carioca nascida em 1921 (13 de abril), ela só se projetou como cantora e compositora profissional no início dos anos 70, cumprido já meio século de vida, uma experiência riquíssima que incluía as provações da orfandade na infância e a dedicação de enfermeira e assistente social formada e concursada, nessa condição auxiliar valiosa de Nise da Silveira, a médica pioneira na utilização da arte para o tratamento dos doentes mentais"
agora acessem:
1. sobre dona ivone lara:
http://www.sescsp.com.br/sesc/hotsites/mpb/mpb7/01.htm
2. samba e doentes mentais: http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2007/05/18/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=11683/em_noticia_interna.shtml
3. liberdade ainda que tan-tan:
http://www.saude.mg.gov.br/ces/noticia12.htm
4. trem tan-tan
http://www.overmundo.com.br/agenda/babilak-bah-e-trem-tan-tan-no-projeto-samba-loucura-e-feijoada
nosso amor vai continuar
beth carvalho canta revelação
"Mas iremos achar o tom
Um acorde com um lindo som
E fazer com que fique bom
Outra vez, o nosso cantar
E a gente vai ser feliz
Olha nós outra vez no ar
O show tem que continuar
Nós iremos até Paris
Arrasar no Olímpia
O show tem que continuar
Olha o povo pedindo bis
Os ingressos vão se esgotar
O show tem que continuar
Lalaiá, lalaia, laiá
Lalaiá, lalaiá, laiá
Nosso amor vai continuar
Lalaiá, lalaiá, laiá
lalaiá, lalaiá, laiá
Nosso amor vai continuar"
6.15.2007
bispo do rosário e outros
talvez esse não seja o termo adequado mas entendo-os como lugar onde eles deixam-se abandonar pelo seu próprio tempo à deriva do mar criativo.
desde ontem aprendo sobre artur bispo do rosário e penso cada vez mais em outros poetas que habitaram, apartir desse mundo, outros mundos imaginários: stela do patrocínio e orides fontela.
desde ontem, vários pesquisadores apresentaram seus textos sobre o bispo no seminário as coisas ao rés do chão, no centro cultural banco do nordeste.
desde ontem penso no pódium explorado pelo psicanalista edson sousa
desde ontem fixei essa imagem que foi analisada pelo professor manoel ricardo de lima.
delicados tecidos
visitando a página de vinicius de moraes, é possível montar a sua própria coleção de poemas dele. a minha chama-se delicados tecidos e reúne os poemas: regra três, canção para a amiga dormindo, o infinito de Leopardi, para viver um grande amor, a felicidade, a hora íntima, canto de ossanha, berimbau, a formiga.
acessem também e divirtam-se!!!
http://www.viniciusdemoraes.com.br/
6.08.2007
"não deixe o samba morrer"
pra quem não conhece, não vale a pena explicar
pra quem é de samba, o cotidiano é algo além dele próprio
por isso valem os abraços, os encontros, as intensidades todas que não precisam ser explicadas
como essa vida é um mosaico, um olhar caleidoscópico, vou deixando um link bonito em preto e branco pra gente curtir jards macalé, ou torquato neto, ou joão gilberto, ou tubíbio santos, ou guerra peixe, ou maria bethânia, ou joyce, ou capinam, ou elizeth cardoso,ou....
http://www.gafieiras.com.br/Display.php?Area=Entrevistas&css=3&SubArea=Biografias&ID=36&IDArtista=35
6.04.2007
literatura urgente
[http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2688&cd_materia=25]
você saberia responder a todas essas perguntas:
a oficina literária faz o escritor? quem é a personagem do romance brasileiro contemporâneo? qual o caminho do escritor: contar histórias ou a experimentação de linguagem? afinal, como cada escritor constrói seu livro: pelo estilo ou pela história? ainda há espaços para experimentação? como cada um desenvolve a linguagem em seus livros? mas literatura infantil não é literatura? literatura infantil não seria, antes de qualquer coisa, literatura, independentemente do público? "mais escolher do que ler?" como, então, antologias e antologistas podem ajudar o leitor a escolher o que ler? devemos considerar as antologias como cânones de uma época? por que escrever sobre literatura? e como? existe crítica poética de qualidade no brasil hoje? quem faz crítica de modo geral e quem faz crítica poética de modo particular hoje? onde? operando com que teorias e critérios, e considerando que autores? onde começa a prosa e termina a poesia, o ensaio ou o documentário? como a literatura tem lidado com os limites entre narrativa, poesia, ensaio, crônica, roteiro cinematográfico e reportagem, dentre outros gêneros textuais? pode-se dizer que o entrecruzamento de gêneros é uma das linhas de força da literatura contemporânea? literatura é dia-a-dia? e as questões nacionais, elas são temas relevantes para os novos escritores? cada escritor é também leitor? cada leitura é também escritura? seria a literatura tanto um diálogo como resposta a muitas provocações? quando lemos um texto literário, lemos também os seus diálogos e provocações implícitas? toda leitura e toda escritura é sempre uma experiência que transcende a equação tempo e espaço? cinema, literatura e mercado editorial: existe o escritor multimídia? quando o autor reconhece que seu livro está pronto? como o escritor sabe que uma obra está em concordância com o que ele considera os sentidos da literatura? quem define o momento de lançamento de um livro, o escritor ou o mercado? "para que poetas em tempos de pobreza?" qual é o sentido da pesquisa estética hoje? afinal, quais os sentidos e os valores da literatura? como são produzidas as enciclopédias virtuais? como organizar as informações em enciclopédias e bibliotecas virtuais para que os internautas não se percam e obtenham resultados de qualidade? e o cânone tem função na literatura contemporânea? mas como se entra, como se sai e quais as disputas na construção do cânone nosso de cada dia?
[perguntas pra uma vida inteira...]
6.03.2007
torresmo à milanesa
(Adoniran Barbosa e Carlinhos Vergueiro)
O enxadão da obra
Vamo se embora, João
Vamo se embora, João
Que é que você troxe
Na marmita, Dito?
Truxe ovo frito
Truxe ovo frito
E você, Beleza,
o que é que você troxe?
Arroz com feijão
E um torresmo à milanesa
Da minha Tereza
O enxadão da obra
bateu onze hora (...)
Vamos almoçá
Sentados na calçada
Conversar sobre isso e aquilo
Coisas que nóis
Não entende nada
Depois puxa uma pala
Andar um pouco
Pra fazê o quilo
È dureza, João...
O mestre falô
Que hoje não tem vale, não
Ele se esqueceu
Que lá em casa num só eu...
6.02.2007
pra quem chegar bem perto
Maria Bethânia
Composição: Marina Lima - Antônio Cícero
Eu gosto de ser mulher
Sonhar arder de amor
Desde que sou uma menina
De ser feliz ou sofrer
Com quem eu faça calor
Esse querer me ilumina
E eu não quero amor nada de menos
Dispense os jogos desses mais ou menos
Pra que pequenos vícios
Se o amor são fogos que se acendem
Sem artifícios
Eu já quis ser bailarina
São coisas que não esqueço
E continuo ainda a sê-la
Minha vida me alucina
É como um filme que faço
Mas faço melhor ainda
Do que as estrelas
Então eu digo amor, chegue mais perto
E prove ao certo qual é o meu sabor
Ouça meu peito agora
Venha compor uma trilha sonora para o amor
Eu gosto de ser mulher
Que mostra mais o que sente
O lado quente do ser
Que canta mais docemente
5.27.2007
narrativa e resignação . 2
Não fazer nada é inútil.
Mas entre o fazer e não fazer
mais vale o inútil do fazer.
Mas não, fazer para esquecer
que é inútil: nunca o esquecer.
Mas fazer o inútil sabendo
que ele é inútil, e bem sabendo
que é inútil e que seu sentido
não será sequer pressentido,
fazer: porque ele é mais difícil
do que não fazer, e dificil-
mente se poderá dizer
com mais desdém, ou então dizer
mais direto ao leitor Ninguém
que o feito o foi para ninguém.
João Cabral de Melo Neto
[“O artista inconfessável”, in: Museu de tudo, 1975]
otto intensidades do corpo
em que cor a pele e a sensação do tato
que passadas largas te levam ao infinito em um instante
harmonia, leveza?
"de quantos afetos você é capaz?"
otto, esse "bailarino contemporâneo"
é música e dança
infinitamente quente e quieto
"Na vida tenho muito que dançar
Para aguentar o peso
Pra parar de pensar no erro
Por que você não quer
Ficar tranquila um pouco
Seu rosto é mais bonito rindo "
5.24.2007
5.22.2007
modigliani

"Mas o mais interessante no filme é observar como Modigliani e seus companheiros, os grandes (e razoavelmente obscuros) Soutine e Utrillo, entregavam-se a suas visões de mundo e delas não abriam mão nem sob tortura (morrem todos loucos, internados em manicômios, alcoólatras, drogados, marginais, mas fiéis a si mesmos). Modigliani via as pessoas de um jeito muito específico e as pintava dessa maneira; poderia pintá-las de um modo belamente tradicional, tinha habilidade para tal, mas não o fazia, não podia fazê-lo... Preferia passar fome, ficar doente, morrer, a trair sua arte. Não era um discurso, era sua vida inteira. Por quê? O que o movia, que valores? Hoje rotulamos essa atitude como romântica e nos abrigamos em nossos aquários de cinismo e pragmatismo, nos localizando saudavelmente operacionais em nosso fantástico mundo de serviços... Que força movia Modigliani, Soutine, Utrillo, Renoir? E por que essa loucura não faz parte de nossas vidas? Por quê?"
[Roberto Alvim]
5.21.2007
narrativas e resignação . 1
[bráulio tavares, a máquina voadora, p. 22]
arte dança vida

um esboço, apenas
A tessitura da obra de Ana Cristina Mendes é desenho movente a se perguntar: que desenho fazemos de nós?
Essa tessitura, fabricada aos poucos por ela, desfia no próprio corpo da artista que compõe suas telas de mundo de um tecido corporal desdobrado da pele, uma vez que ganha o suporte do movimento. Ana Cristina desenha um corpo que se desenha, ao mesmo tempo que desloca no espaço os movimentos e os olhares internos e externos daquele que faz e observa.
Seu trabalho é corpo de memória, do espaço-tempo ligado por linguagens distintas em cada capítulo de sua escritura. Panos, recortes, objetos orgânicos, são o conjunto de sua “verdade”. Ana desdobra a obra em conhecer-se e conhecer o outro. É parada no tempo da observação, onde moram traçados, palavras e gestos corporais.
Ao “sentir na pele os escritos”, tanto a artista como o espectador transformam-se, em simultânea e contínua construção. Trabalho de artista e artesão que segue, entre seus materiais, os ingredientes da intuição.
fátima souza
[fortaleza, 08 maio 07]
nova música brasileira
[sobre Jack Soul Brasileiro, de Lenine]
"A cena nacional é contrastada com uma outra cenografia que remete ao estrangeiro, particularmente, aos Estados Unidos. Este país é recuperado pela referência a símbolos de sua cultura, tais como o Tio Sam e o chiclete, além da citação de uma cidade americana, Miami. Esses elementos aparecem justapostos a mais outros elementos típicos da cenografia brasileira: o tamborim, o pandeiro e o zabumba, a banana e a praia de Copacabana. É nestes versos, que são uma intertextualidade com uma canção de Almira e Castilho, cantada por Jackson do Pandeiro - o que já é um outro elemento da cenografia do nacional e também da cena englobante -, que o enunciador coloca a condição de que aceita o que é estrangeiro, particularmente o que é americano, desde que sua cultura, mais especificamente, sua música, seja também aceita. Ele reafirma, deste modo, a sua alma brasileira caracterizada pela abertura ao diálogo, mostrando que é a favor de uma incorporação do que é estrangeiro, mas é contra uma incorporação alienada deste."
a bailarina, por elvira vigna

A bailarina dança sozinha na frente de uma janela que dá para o nada. A impressão é de um certo contentamento com esse nada, eternidade bem-vinda para a qual todo o espaço do edifício se dirige: é o único ponto claro. Essa sucção em direção à janela se dá no mesmo momento em que a obra se apresenta como um último signo de memória, da existência física. E também como última possibilidade de linhas sinuosas a se contrapôr aos quadrados rígidos da janela para a qual a bailarina dá as costas e na qual dilui seus contornos.
5.15.2007
ruína e abandono

Em San Pedro: interferência, o grupo Alpendre Casa de Arte e Pesquisa recupera o clima dessas performances. O vídeo de 14 minutos fez parte do Dança em foco, um festival de dança filmada em vídeo que ocupou o Centro Cultural Telemar (RJ) no início de setembro de 2006. Nele, uma bailarina dança no espaço destruído de um edifício abandonado, o San Pedro (de Fortaleza), com cacos de vidro e pedras no chão.
A novidade é o vídeo.
das coisas que vamos deixando pra trás
se amanhã o dia for cinzento,
se houver chuva
ou se houver vento,
se eu estiver cansado
dessa antiga melancolia
cinza fria
sobre as coisas
conhecidas pela casa
a mesa posta
e gasta
está tudo planejado
apago as luzes, no escuro
e abro o gás
de-fi-ni-ti-va-men-te
ou então
visto minhas calças vermelhas
e procuro uma festa
onde possa dançar rock
até cair.
[caio fernando abreu]
"de uns tempos pra cá
coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar"
]chico césar[
5.09.2007
interferência: san pedro
confiram!
em aguarrás, por elvira vigna
http://aguarras.com.br/2006/09/04/san-pedro-interferencia/
na mafua, por vitor da rosa
http://www.mafua.ufsc.br/eduardo.html
sobre o quarta-literária
http://www.botanacedaqueeufumo.weblogger.terra.com.br/index.htm
projeto no paço
http://www.fortaleza.ce.gov.br/imp_ver_noticias.asp?cod=n543213112006192049
no dança em foco - 2006
http://www.dancaemfoco.com.br/miv.html
na cronópios, por ivaldo ribeiro
http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=1559
carlos augusto lima, por heitor ferraz
http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2750,2.shl
http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2750,2.shl
5.05.2007
hoje é dia de despedidas
agora sei que a gente morre mesmo aos poucos.
nossa, olhando pra casa, os vazios...
a alegria, a confusão, o amor, os olhares, as diferenças, a tolerância, a amizade...
tudo isso deixa uma marca tão grande no coração que por dentro a gente explode, de alegria e de saudade... saudade muita, essa que as palavras não conseguem expressar...
hoje tenho certeza que comemoramos cada minutinho juntos, hoje tenho certeza que vivemos 10 anos em 10 dias, que crescemos, que choramos por dentro, que nos conhecemos mais, que ficamos alegres no encontro e tristes na partida...
a saudade nos faz acreditar que o amor preenche os minutos da vida, e que ela, acima de tudo é pura alegria soberana!!!
na despedida, hoje, dia 05 de maio de 2007, ecoa a voz de noel, o samba!!!!
meu reduto niteroiense permanece aqui comigo, mesmo longe no espaço-tempo!!!
por isso eu vou morar com as palavras...
todo meu amor a vocês!!!
pra enfeitar a vida
elvira matilde
www.elviramatilde.com.br
dona fulô
http://www.donafulo.com.br/
bom fim de semana!!!
5.03.2007
jorge mautner - o filho do holocausto
vamos comer caetano!
diante de tudo, de sua verborragia, de sua presença larga e seu riso rasgante,
descobri a origem do meu nome ser árabe pelas bocas desse grande poeta.
outra grande alegria é ver os tempos mudar, e fico então me perguntando a que tempo pertencemos nós. e essa sensação, de algo pulsante, tive ao ouvir caetano cantando waly salomão. e que agora compartilho a letra com vocês.
waly salomão
caetano veloso
meu grande amigo
desconfiado e estridente
eu sempre tive comigo
que eras na verdade
delicado e inocente
findaste o teu desenho
e a tua marca sobre a terra resplandece
resplandece nítida e real
entre livros e os tambores do vigário geral
e o brilho não é pequeno
eu sigo aqui e sempre em frente
deixando minha errática marca de serpente
sem asas e sem veneno
sem plumas e sem raiva
suficiente
4.23.2007
taí, manu!!! E VIVA A INTERNET!!!!
q título, esse nélson
sim sim sim
e viva nelson
e viva lenine
e viva oswald
e viva lobato
e viva waly salomão
e viva oswald
e viva gregório
os IRREVERENTES
e eu, vou insistir?
vou não
vou é sambar
enquanto chico toca pra high society
hehehhehhehehehhehehe
eu vou é dar uma de malandro carioca
vem tocar caro pra caralho
enquanto marieta vivia buscando ele no morro
af, ô povinho
e viva CHICO BUARQUE DE HOLANDA!!!!!
e viva a globo!!!!
que fez 35 anos - rede globo nordeste
e arrebentou no recife antigo sábado
perai, tah esquecendo dos baianos, o caetano vai praí de graça, fia
lotou o marco zero!!!!
hehe
lenine, selma do coco, lia de itamaracá
de graça
tocar dentro do mangue
fala sério, hein
aaaaffffffffffffff
isso vai custar os olhos da cara
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff
não diz que não avisei hein
uaua!!!!!!!!!!!!!!!!
e viva o brasil!!!!
E VIVA O POVO BRASILEIRO!!!!!
sério?
e viva glauber rocha!!!!!
hehehehhehe
e viva torquato!!!
e viva o piauí
e viva GOTHAM SP!
aí, nunca me imaginei dando vivas ao piauí
rsrsrsr
HEHEHHEHE
sim, os novos baianos em sampa
E VIVA TOM ZÉ
E VIVA BETHANIA
E VIVA CHICO
DE NOVO?
...
lógico, VIVA A "RODA VIDA"
RODA MUNDO, RODA GIGANTE
GRANDE BRASIL BRASILEIRO
VIVA O LULA, UAI!!!!
E VIVA MACUNAÍMICO MÁRIO DE ANDRADE!!!!!
E A MUIRAQUITÃ EM SAMPA
agora vou pingar meu colírio alucinógeno
pra refrescar minha alma carioca
E VIVA CHICO!!!!!
hahahhahahha, q doida
de novo
sim, porque o show do chico chama CARIOCA
4.15.2007
a viajante
[Rubem Braga]
re-fazendo tudo
Gilberto Gil
Composição: Gilberto Gil
Abacateiro acataremos teu ato
Nós também somos do mato como o pato e o leão
Aguardaremos brincaremos no regato
Até que nos tragam frutos teu amor, teu coração
Abacateiro teu recolhimento é justamente
O significado da palavra temporão
Enquanto o tempo não trouxer teu abacate
Amanhecerá tomate e anoitecerá mamão
Abacateiro sabes ao que estou me referindo
Porque todo tamarindo tem o seu agosto azedo
Cedo, antes que o janeiro doce manga venha ser também
Abacateiro serás meu parceiro solitário
Nesse itinerário da leveza pelo ar
Abacateiro saiba que na refazenda
Tu me ensina a fazer renda que eu te ensino a namorar
Refazendo tudo
Refazenda
Refazenda toda
Guariroba
dicas literárias
meio-dia
meio-dia
[transposição,1967]
ao meio-dia a vida
é impossível.
a luz destrói os segredos:
a luz é crua contra os olhos
ácida para o espírito.
a luz é demais para os homens.
(porém como o saberias
quando vieste à luz
de ti mesmo?)
meio-dia! meio-dia!
a vida é lúcida e impossível.
nunc
[teia,1996]
meio-dia cristal
ácido
meio-dia amor
sem sombra.
4.06.2007
algo sobre a distância e o tempo
em não ter medo de vacilar, de focar no que é essencial aos nossos olhos
o novo filme "família do futuro" fala sobre isso, de uma maneira especial!
e por aqui, a gente continua comemorando os bons encontros, que nos faz rever velhas e novas amizades. tão bom poder ouvir os amigos isaac cândido e marcus dias na voz de simone guimarães...
nesses tempos de renovar, de recomeçar, a letra deles: "enquanto"...
um brinde à palavra e à poesia!!!
enquanto
no espírito/reside/um ponto//um ponto/que não sai/do canto//o ponto/localiza/o canto//e o canto/paralisa/o ponto//nunca se distraia/ou saia/do seu canto//enquanto/seu espírito/seu velho espírito/não ficar pronto//no espírito/reside/um pranto//um pranto/que não sai/do canto/o ponto/simboliza/o pranto//o pranto/normaliza/o canto//nunca se distraia/ou saia/no seu canto//enquanto/seu espírito/seu velho espírito/não ficar pronto//enquanto/seu espírito/seu velho espírito//seu velho e vagaroso/e verdadeiro espírito/não ficar pronto.
4.03.2007
"O que me interessa não é como as pessoas se movem, mas sim o que as move”
ando, corro, me movimento, tento entrar em forma...
mas não é isso não, é outra coisa que procuro.
não sei dizer mas sei o que é. afinal, "se eu pudesse dizer tudo o que sinto com palavras não teria necessidade de dançar". movimentos sutis de ISADORA DUNCAN e PINA BAUSCH! é por esses mínimos que a vida importa. somados à outras mãos femininas. por isso as mestras, porque o aprendizado é sempre.
eu vou ficar aqui aprendendo com a literatura de clarice e os versos de minha queridíssima amiga tânia lima:
"o corpo exige um diálogo
pelo corpo somos metáfora de nós mesmos"
pelas amenidades, pelas margens, pelo mínimo.
um "minifesto".
4.02.2007
para além da música
os 15 anos do abril pro rock na verdade é um motivo único pra gente voltar pra madalena, encontrar eli madureira e seu frevo, comer codorninha e tomar em pé no mercado... os bons encontros são sinônimos de vida, literatura e alegria. e hoje fiquei feliz sabendo que messias holanda será homenageado no abril pro rock. mais nada... só os versos que ecoam, lembrando as canções maliciosas da querida infância: "eu quero me trepar num pé de côco, eu quero me trepar pra tirar côco, depois eu quero quebrar o côco, pra saber se o côco é oco, pra saber se o côco é oco..."
enquanto isso na cidade solar: choro, mel e cachaça na ibiapaba!!!
viva a MANGUEIRA!!!! em todos os sentidos!!!!
a dança contemporânea
ontem, ganhamos de presente dois cadernos inteiros para a dança.
e temos de pensar em boas saídas em nosso estado.
no ceará, no brasil, na américa latina, no mundo...
a dança nos move em meio a essa aceleração, em um mundo todo nosso, que ligia clark, que hélio oiticica já noticiavam em seu modo de fazer artístico.
eu ainda aposto na arte, mas uma arte com reflexão, com prática, em coLABoração.
"como te explicar? vou tentar. é que estou percebendo uma realidade enviesada, vista por um corte oblíquo. só agora pressenti o oblíquo da vida. antes só via através de cortes retos e paralelos... agora adivinho que a vida é outra, que viver não é só desenrolar sentimentos grossos..." (clarice lispector)
levante e responda
você realmente conhece as pessoas com quem se relaciona?
em quem você confia?
morreria por uma causa ou por alguém?
deixaria uma pessoa te controlar?
acredita no amor?
já encontrou o que procurava?
está mesmo contente com o mundo?
qual é o seu protesto?
3.27.2007
intuição
3.26.2007
para minha querida andréa bardawil
João Cabral de Melo Neto
1
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
2
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(A Educação pela Pedra)
3.25.2007
encontros - coLABoratório
É nele que reside o desconhecido, o desconcertante, o impulso da paixão.
Com pessoas apaixonadas se inicia o jogo: novas regras necessárias, ou uma música que move, ou o que se vende, ou uma folha em branco.
Aqui se vive em colaboração. (de: cor – cola – labor – oração) ou (de: ação – labor – coração – emoção – razão) – O inventivo, o inventável.
Novo espaçotempo em que mora tudo aquilo que pode ser inventado a um a dois a vários.
Muitas imagens se movem: pessoas, palavras, impulsos, tensões, proposições. Diversas cores ou tons.
Eu sigo o caminho do medo.
Onde o silêncio onde a música? Dançamos nós.
[fátima souza, 25.03.07]
3.19.2007
um dia muito especial!
é com essa música de infância, do saudoso grupo olá de minas gerais, que registro aqui um dia muito, muito especial! esse dia pode mudar definitivamente o rumo da minha vida! por isso quase não consigo dormir. mas ando seguindo o caminho do medo, pra lembrar com guimarães rosa que "viver é muito perigoso". pois hoje a audácia e a coragem foram palavras-chaves. exatamente as chaves sobre as quais dancei no projeto interferência: san pedro. preciso lembrar que até agora essa foi a experiência mais importante, mais forte e mais marcante da minha vida. é dela que pode sair a mudança. mas como a mudança acontece no meio do caminho, é necessário estar aberto às surpresas.
pois então, hoje tive a coragem de mandar minha primeira mensagem direta ao meu ídolo, de quem sou fã assumidíssima: PANTICO ROCHA. (preciso até lembrar que fiz minha mãe assistir a um show lotadíssimo do lenine no meio da praia de copacabana, sem gostar, só por causa do pantico, e que depois disso ela jamais esqueceu o lenine. e é necessário também citar a posta que fiz com minha amiga-irmã grazi para conseguir um autógrafo dele lá no saudoso bar esquina da silva! coisas de fã assumidíssima, né?). e recebo como resposta, o mais importante, a notícia de seu novo trabalho.
vou lembrar pro resto da vida se a resposta de que preciso para mudar o rumo da vida for positiva. afinal, o que move a minha vida são essas intensas paixões: a literatura, o cinema e a dança.
pra finalizar esse post, vou deixar aqui o link para "surpreender-se no real": http://www.cena11.com.br/html/foto.html.
por uma corrente positiva: bom dia, boa semana, bom mês.
MERDA PRA VOCÊS!!!!
minhas listas
Meus projetos agora vão ser assim, por listas.
No final do ano passado tive a felicidade de conhecer uma belíssima pessoa que trabalha com listas. Aprendi com ela, sobre literatura e vida. Sabe quando a gente ainda tem a capacidade de se surpreender? Foi isso o que aconteceu quando li o Livro de Zenóbia, de Maria Esther Maciel, e as listas que compunham a peresonalidade da personagem principal.
Então vamos de listas:
1. as coisas que orides fontela realizou;
2. projeto "contadores de história" - parte 2;
3. escritores cearenses vivos - parte 2 - gêneros literários;
4. ações de fomento cultural para a literatura na fundação de cultura de fortaleza.
Alguém se habilita a ajudar?
3.18.2007
das surpresas dessa vida
Eu aprendo muito com meus alunos, com os livros, com os autores.
Nesse domingo, descobri um pouco mais do meu amigo, querido escritor KELSEN BRAVOS, autor de Batatão e Palavras ao vento, quando li a entrevista que Matheus(meu aluno do 8 ano) fez para ele. Queria agora compartilhar um trechinho da entrevista com vocês, POR MAIS LEITURA!!!!
Matheus Gomes: Como você se sente sendo um escritor que publica suas idéias e compartilha suas emoções?
Kelsen Bravos: Ser escritor é, como você sabiamente diz, compartilhar idéias e emoções. Eu sempre li muito desde cedo. Ler para mim era (é também ainda) uma brincadeira e tanto. Através da leitura conheci e conheço muita gente e lugares distantes, gente que já nem está nesse plano, que viveu num passado longínquo. A leitura fortalece a nossa vontade de aprender. Aprender, você sabe, começa com a capacidade de se surpreender com as coisas. O mundo ter seis bilhões de pessoas, por exemplo, me surpreende. Queria conhecer cada uma delas. Como não posso encontrar tanta gente assim, um jeito de facilitar esse encontro foi ler muito e escrever. Em relação a ler eu já falei, quanto a escrever, está dando certo, pois por causa dos meus livros, encontrei você aqui e a gente está se conhecendo mais um pouco. Ter um livro publicado é também uma forma de ficar eterno, não é mesmo? Então eu me sinto assim mais ou menos eterno sendo escritor.
Matheus Gomes: Quais são suas idéias principais a respeito de seus livros?
Kelsen Bravos: Com meus livros quero afirmar o amor que sinto pelas pessoas, pelas coisas e seus lugares. Amar significa não deixar morrer, então os meus livros são uma forma de eu dizer: vamos amar uns aos outros e amar nossos lugares, a coisas e todas as outras formas de vida, as plantas e os animais. Não podemos deixar morrer nossas idéias, nossas emoções, a natureza, as pessoas (ou a lembrança delas)... não podemos deixar morrer nossa cultura. Acho que está dando certo, pois recebo muitas cartas elogiando os livros. Gente dizendo que se tornou um defensor da natureza depois de ler o “Batatão”, que tomou banho de lagoa, coisa que nunca havia feito. (Agora então que aqui em Fortaleza as lagoas estão sendo limpas e bem-cuidadas pela prefeitura e população, é que ficou legal mesmo). Também sobre o “Palavras ao vento” recebo muitos comentários, muitos já me disseram que passaram a observar com mais carinho o trabalho da mulher rendeira, que redescobriram as brincadeiras de carretilha, de soltar arraia, de barquinho, e que passaram a gostar mais ainda de baião-de-dois e de dançar baião, de ir às feiras livres, de soltar palavras ao vento (tem gente que lê ou declama poesias bem bonitas ao pôr-do-sol, para o vento levá-las e emocionar as pessoas). Isso é ou não uma forma de a gente amar nossas cultura e as pessoas?
3.13.2007
novos chapeuzinhos amarelos
Miedo
Lenine
Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienem miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienem miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienem miedo de subir y miedo de bajar
Tienem miedo de la noche y miedo del azul
Tienem miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de ascender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienem miedo de reir y miedo de llorar
Tienem miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienem miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Miedo... que da miedo del miedo que da
meus verdadeiros críticos literários
Com eles aprendo muito! Inclusive TEORIA LITERÁRIA.
Esse ano, estamos desenvolvendo no 8º ano o projeto CONTADORES DE HISTÓRIA, onde os alunos lêem livros de diferentes escritores cearenses vivos.
Em uma das primeiras produções eles tinham de escrever sobre o ofício do escritor.
Escolhi alguns trechos para vocês curtirem um pouco das nossas conversas. Espero que gostem!
Ah, aproveitem pra visitar a página da ESCOLA VILA onde tenho o prazer de desenvolver esse projeto.
Para mim, um bom contador de história tem que ter presenciado boas situações ou ter criatividade para interpretá-la, tendo um bom senso de humor para algumas situações e um de suspense para outros. Tentar não fugir muito do assunto é uma dica, mas sem ser aquela coisa sem graça. Que o conto não seja tão detalhado, mas que também não seja tão disperso.
(Thales)
Para mim um escritor é aquele que filosofa, pensa, viaja para outro mundo, o mundo da imaginação. Em outro mundo ele tem mais inspiração, novas idéias, isso é o que eu acho que um escritor faz além de escrever o que pensou.
(Rudá Santos)
Bem, pra começar tem autores que escrevem, como por exemplo: aventura, como o escritor do Harry Potter. Ele fez o filme “A pedra filosofal” e tem um livro chamado “A pedra filosofal” que foi um autor que fez.
Tem autores que fazem contos de fadas, magia, ação, terror e etc.
O Vinicius de Moraes foi um grande escritor que tinha uma esposa é claro, mas calma ainda tem uns outros escritores melhores do que Vinicius de Moraes. Aliás no mundo inteiro tem autores que em dias de hoje escrevem numa máquina velha e todos eles se garantem a escrever, é como computador lógico. Eu, Heitor, que estou escrevendo esse texto também queria ser um escritor e posso.
(Heitor)
2.26.2007
parabelo
e sacar de um parabelo é pra qualquer momento de desespero, de dor, de angústia, do que move o corpo em direção a. aqui você pode ouvir um pouquinho dessa maravilha. lembro dos "periféricos bons ares", e você lembra de que? pronto, já pode acrescentar na minha lista de presentes (para seguir conselho da amiga socorro acioli).
a vida, a dança, a pele no CENA 11
[entre no site, vá até violência e entenda o que pulsa]
"Mais urgente não me parece tanto defender uma cultura cuja existência nunca salvou uma pessoa de ter fome e da preocupação de viver melhor, quanto extrair, daquilo que se chama cultura, idéias cuja força viva é idêntica à da fome. Todas nossas idéias sobre a vida têm de ser revistas numa época em que nada mais adere à vida. E esta penosa cisão é motivo para as coisas se vingarem, e a poesia que não está mais em nós e que não conseguimos encontrar mais nas coisas reaparece, de repente, pelo lado mau das coisas; e nunca se viu tantos crimes, cuja gratuita estranheza só se explica por nossa impotência em possuir a vida. Se o teatro existe para permitir que o recalcado viva, uma espécie de atroz poesia expressa-se através de atos estranhos onde as alterações do fato de viver mostram que a intensidade da vida está intacta e que bastaria dirigi-la melhor".
Antonin Artaud
2.25.2007
música do cabo verde
(Letra & Música: Lura)
Na vida tem um hora pa tude
Ma ca tem nenhum hora que nô ta tem tude na vida
Nô ta sinti sempre falta emocional
Falta material ou falta de saúde
Nô ta sinti sempre falta emocional
Ou falta d`algum cosa que vida ca ti ta da
Ma mim m tem nha crêtcheu m tem tude na vida
M tem sossego m tem paz
M tem amor e saúde
Ma nha crêtcheu m ca tem um hora sem tudo
"um hino ou uma oração"
Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára(a vida não pára não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára(a vida não pára não...a vida não pára)
2.23.2007
das saudades
estar alegre é também voltar ao passado. potente. de bons encontros.
san pedro é uma experiência que ainda reverbera em meus dias.
assim vivo me lembrando da pergunta do veras: "o que a dança ensina ao vídeo, o que o vídeo ensina à literatura, o que a literatura ensina à dança?"
e a interface é sem fim: dança, literatura, vídeo.
minhas andanças são por aí. inscrever em festivais, divulgar idéias, apresentar em seminários, estender as questões a diversos públicos, preparar o projeto do doutorado. o mais difícil é isso: dar uma visibilidade ao projeto. alguém se habilita a responder a pergunta acima?
2.22.2007
cap. + ir + bar + canoa + mangue + recife = saudades
isso é o que eu chamo de diversão.
o que é multicultural.
o que é brasil.
durante o carnaval do recife, fiquei pensando em oswald de andrade.
aliás, acho que esse "santeiro do mangue" esteve a meu lado todos os dias.
rindo alto, e tecendo suas críticas, enquanto andávamos de canoa pelo capibaribe.
viva os poetas! viva a poesia da vida!
um agradecimento especial a minha queridíssima poeta, doutora, TÂNIA LAMA!!!
viva seu "caos sem plumas", ganhando o mundo através de seixos e rios que entrecortam os corações.
os pernambucanos parecem que nunca esquecem.
e paradoxalmente, perdoam! porque CRIAM, CRIAM, CRIAM!!!
olinda, QUANTA LADEIRA!!!
viva lenine, bráulio tavares, o parque da jaqueira, a dobradinha do gordo, spok, a banda do hemetério, a livraria cultura, o galo da madrugada (regalo), o panquecas, o maracatu de baque virado, o mercado da madalena, o rec-beat, naná vasconcelos, a sacada de alceu, a rua da moeda, os caboclos de lança, a noite dos tambores silenciosos, tom zé, a brasília teimosa, as esculturas do brennand, os queridíssimos amigos e as milhares de impressões que ficaram registradas.
vamos com sangue, mangue, vibrando no mínimo e no intenso!!!
2.14.2007
alegria, maria bethânia
Vou te dar alegria
Eu vou parar de chorar
Eu vou raiar um novo dia
Eu vou sair do fundo do mar
Eu vou sair da beira do abismo
E dançar e cantar e dançar
A tristeza é uma forma de egoísmo
Eu vou te dar, eu vou te dar, eu vou...
Eu vou te dar alegria
Eu vou parar de chorar
Eu vou raiar um novo dia
Eu vou sair do fundo do mar
Vou sair da beira do abismo
E dançar e cantar e dançar
A tristeza é uma forma de egoísmo
Eu vou te dar, eu vou te dar, eu vou...
Hoje tem goiabada
Hoje tem marmelada
Hoje tem palhaçada
O circo chegou
Hoje tem batucada
Hoje tem gargalhada
Riso, risada de meu amor.
Composição: Arnaldo Antunes
espinosa, por peter pál pelbart
peter pál pelbart
2.11.2007
oswald de andrade
quem sou eu
- fatima souza
- niterói // fortaleza, entre telas