um caderno de amenidades é aquele que contém sentimentos mínimos para uma vida alegre, sim, o desafio é ser alegre. é pensar textos e imagens que nos mostrem a leveza da vida e a possibilidade de sermos sempre intensos!
3.27.2007
intuição
seguindo sempre o caminho da intuição, pode ser que ele anuncie estrelas, e por mais que a rota seja diferente do que planejamos, elas brilham e iluminam mutantes o caminho. pois bem, hoje é DIA MUNDIAL DO CIRCO E DO TEATRO, às 17:00 eu recebo a notícia da oficina com a companhia da débora colker (e eu juro que vou chegar bem cedinho no tja pra participar), entre 17 e 18 ganho dois ingressos para levar duda ao circo e às 18:38 o site do correio anuncia a entrega do meu objeto. lógico que com tantas coincidências eu estou agora EMOCIONADÍSSIMA!!! meu coração é do palco, é lá que ele vibra... esse pode ser o "pulo do gato", cruzo os dedos e espero ansiosa e atenta o resultado tão esperado... VIVA O CIRCO!!! VIVA O TEATRO!!! VIVA A ARTE VIVA!!!
3.26.2007
para minha querida andréa bardawil
Tecendo a Manhã
João Cabral de Melo Neto
1
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
2
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(A Educação pela Pedra)
João Cabral de Melo Neto
1
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
2
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(A Educação pela Pedra)
3.25.2007
encontros - coLABoratório
Eu sigo o caminho do medo, ainda que “viver é muito perigoso”.
É nele que reside o desconhecido, o desconcertante, o impulso da paixão.
Com pessoas apaixonadas se inicia o jogo: novas regras necessárias, ou uma música que move, ou o que se vende, ou uma folha em branco.
Aqui se vive em colaboração. (de: cor – cola – labor – oração) ou (de: ação – labor – coração – emoção – razão) – O inventivo, o inventável.
Novo espaçotempo em que mora tudo aquilo que pode ser inventado a um a dois a vários.
Muitas imagens se movem: pessoas, palavras, impulsos, tensões, proposições. Diversas cores ou tons.
Eu sigo o caminho do medo.
Onde o silêncio onde a música? Dançamos nós.
[fátima souza, 25.03.07]
É nele que reside o desconhecido, o desconcertante, o impulso da paixão.
Com pessoas apaixonadas se inicia o jogo: novas regras necessárias, ou uma música que move, ou o que se vende, ou uma folha em branco.
Aqui se vive em colaboração. (de: cor – cola – labor – oração) ou (de: ação – labor – coração – emoção – razão) – O inventivo, o inventável.
Novo espaçotempo em que mora tudo aquilo que pode ser inventado a um a dois a vários.
Muitas imagens se movem: pessoas, palavras, impulsos, tensões, proposições. Diversas cores ou tons.
Eu sigo o caminho do medo.
Onde o silêncio onde a música? Dançamos nós.
[fátima souza, 25.03.07]
3.19.2007
um dia muito especial!
"aconteceu minha gente, um dia bem diferente..."
é com essa música de infância, do saudoso grupo olá de minas gerais, que registro aqui um dia muito, muito especial! esse dia pode mudar definitivamente o rumo da minha vida! por isso quase não consigo dormir. mas ando seguindo o caminho do medo, pra lembrar com guimarães rosa que "viver é muito perigoso". pois hoje a audácia e a coragem foram palavras-chaves. exatamente as chaves sobre as quais dancei no projeto interferência: san pedro. preciso lembrar que até agora essa foi a experiência mais importante, mais forte e mais marcante da minha vida. é dela que pode sair a mudança. mas como a mudança acontece no meio do caminho, é necessário estar aberto às surpresas.
pois então, hoje tive a coragem de mandar minha primeira mensagem direta ao meu ídolo, de quem sou fã assumidíssima: PANTICO ROCHA. (preciso até lembrar que fiz minha mãe assistir a um show lotadíssimo do lenine no meio da praia de copacabana, sem gostar, só por causa do pantico, e que depois disso ela jamais esqueceu o lenine. e é necessário também citar a posta que fiz com minha amiga-irmã grazi para conseguir um autógrafo dele lá no saudoso bar esquina da silva! coisas de fã assumidíssima, né?). e recebo como resposta, o mais importante, a notícia de seu novo trabalho.
vou lembrar pro resto da vida se a resposta de que preciso para mudar o rumo da vida for positiva. afinal, o que move a minha vida são essas intensas paixões: a literatura, o cinema e a dança.
pra finalizar esse post, vou deixar aqui o link para "surpreender-se no real": http://www.cena11.com.br/html/foto.html.
por uma corrente positiva: bom dia, boa semana, bom mês.
MERDA PRA VOCÊS!!!!
é com essa música de infância, do saudoso grupo olá de minas gerais, que registro aqui um dia muito, muito especial! esse dia pode mudar definitivamente o rumo da minha vida! por isso quase não consigo dormir. mas ando seguindo o caminho do medo, pra lembrar com guimarães rosa que "viver é muito perigoso". pois hoje a audácia e a coragem foram palavras-chaves. exatamente as chaves sobre as quais dancei no projeto interferência: san pedro. preciso lembrar que até agora essa foi a experiência mais importante, mais forte e mais marcante da minha vida. é dela que pode sair a mudança. mas como a mudança acontece no meio do caminho, é necessário estar aberto às surpresas.
pois então, hoje tive a coragem de mandar minha primeira mensagem direta ao meu ídolo, de quem sou fã assumidíssima: PANTICO ROCHA. (preciso até lembrar que fiz minha mãe assistir a um show lotadíssimo do lenine no meio da praia de copacabana, sem gostar, só por causa do pantico, e que depois disso ela jamais esqueceu o lenine. e é necessário também citar a posta que fiz com minha amiga-irmã grazi para conseguir um autógrafo dele lá no saudoso bar esquina da silva! coisas de fã assumidíssima, né?). e recebo como resposta, o mais importante, a notícia de seu novo trabalho.
vou lembrar pro resto da vida se a resposta de que preciso para mudar o rumo da vida for positiva. afinal, o que move a minha vida são essas intensas paixões: a literatura, o cinema e a dança.
pra finalizar esse post, vou deixar aqui o link para "surpreender-se no real": http://www.cena11.com.br/html/foto.html.
por uma corrente positiva: bom dia, boa semana, bom mês.
MERDA PRA VOCÊS!!!!
minhas listas
Hoje comecei a criar uma série de listas.
Meus projetos agora vão ser assim, por listas.
No final do ano passado tive a felicidade de conhecer uma belíssima pessoa que trabalha com listas. Aprendi com ela, sobre literatura e vida. Sabe quando a gente ainda tem a capacidade de se surpreender? Foi isso o que aconteceu quando li o Livro de Zenóbia, de Maria Esther Maciel, e as listas que compunham a peresonalidade da personagem principal.
Então vamos de listas:
1. as coisas que orides fontela realizou;
2. projeto "contadores de história" - parte 2;
3. escritores cearenses vivos - parte 2 - gêneros literários;
4. ações de fomento cultural para a literatura na fundação de cultura de fortaleza.
Alguém se habilita a ajudar?
Meus projetos agora vão ser assim, por listas.
No final do ano passado tive a felicidade de conhecer uma belíssima pessoa que trabalha com listas. Aprendi com ela, sobre literatura e vida. Sabe quando a gente ainda tem a capacidade de se surpreender? Foi isso o que aconteceu quando li o Livro de Zenóbia, de Maria Esther Maciel, e as listas que compunham a peresonalidade da personagem principal.
Então vamos de listas:
1. as coisas que orides fontela realizou;
2. projeto "contadores de história" - parte 2;
3. escritores cearenses vivos - parte 2 - gêneros literários;
4. ações de fomento cultural para a literatura na fundação de cultura de fortaleza.
Alguém se habilita a ajudar?
3.18.2007
das surpresas dessa vida
Uma das maiores surpresas que tenho na vida é descobrir nas próprias pessoas a capacidade de mudança, de transformação, seja para cuidar de coisas mínimas como de maiores acontecimentos. Por isso fico entre as dúvidas e os abraços, porque cada pessoa é única em suas intensidades.
Eu aprendo muito com meus alunos, com os livros, com os autores.
Nesse domingo, descobri um pouco mais do meu amigo, querido escritor KELSEN BRAVOS, autor de Batatão e Palavras ao vento, quando li a entrevista que Matheus(meu aluno do 8 ano) fez para ele. Queria agora compartilhar um trechinho da entrevista com vocês, POR MAIS LEITURA!!!!
Matheus Gomes: Como você se sente sendo um escritor que publica suas idéias e compartilha suas emoções?
Kelsen Bravos: Ser escritor é, como você sabiamente diz, compartilhar idéias e emoções. Eu sempre li muito desde cedo. Ler para mim era (é também ainda) uma brincadeira e tanto. Através da leitura conheci e conheço muita gente e lugares distantes, gente que já nem está nesse plano, que viveu num passado longínquo. A leitura fortalece a nossa vontade de aprender. Aprender, você sabe, começa com a capacidade de se surpreender com as coisas. O mundo ter seis bilhões de pessoas, por exemplo, me surpreende. Queria conhecer cada uma delas. Como não posso encontrar tanta gente assim, um jeito de facilitar esse encontro foi ler muito e escrever. Em relação a ler eu já falei, quanto a escrever, está dando certo, pois por causa dos meus livros, encontrei você aqui e a gente está se conhecendo mais um pouco. Ter um livro publicado é também uma forma de ficar eterno, não é mesmo? Então eu me sinto assim mais ou menos eterno sendo escritor.
Matheus Gomes: Quais são suas idéias principais a respeito de seus livros?
Kelsen Bravos: Com meus livros quero afirmar o amor que sinto pelas pessoas, pelas coisas e seus lugares. Amar significa não deixar morrer, então os meus livros são uma forma de eu dizer: vamos amar uns aos outros e amar nossos lugares, a coisas e todas as outras formas de vida, as plantas e os animais. Não podemos deixar morrer nossas idéias, nossas emoções, a natureza, as pessoas (ou a lembrança delas)... não podemos deixar morrer nossa cultura. Acho que está dando certo, pois recebo muitas cartas elogiando os livros. Gente dizendo que se tornou um defensor da natureza depois de ler o “Batatão”, que tomou banho de lagoa, coisa que nunca havia feito. (Agora então que aqui em Fortaleza as lagoas estão sendo limpas e bem-cuidadas pela prefeitura e população, é que ficou legal mesmo). Também sobre o “Palavras ao vento” recebo muitos comentários, muitos já me disseram que passaram a observar com mais carinho o trabalho da mulher rendeira, que redescobriram as brincadeiras de carretilha, de soltar arraia, de barquinho, e que passaram a gostar mais ainda de baião-de-dois e de dançar baião, de ir às feiras livres, de soltar palavras ao vento (tem gente que lê ou declama poesias bem bonitas ao pôr-do-sol, para o vento levá-las e emocionar as pessoas). Isso é ou não uma forma de a gente amar nossas cultura e as pessoas?
Eu aprendo muito com meus alunos, com os livros, com os autores.
Nesse domingo, descobri um pouco mais do meu amigo, querido escritor KELSEN BRAVOS, autor de Batatão e Palavras ao vento, quando li a entrevista que Matheus(meu aluno do 8 ano) fez para ele. Queria agora compartilhar um trechinho da entrevista com vocês, POR MAIS LEITURA!!!!
Matheus Gomes: Como você se sente sendo um escritor que publica suas idéias e compartilha suas emoções?
Kelsen Bravos: Ser escritor é, como você sabiamente diz, compartilhar idéias e emoções. Eu sempre li muito desde cedo. Ler para mim era (é também ainda) uma brincadeira e tanto. Através da leitura conheci e conheço muita gente e lugares distantes, gente que já nem está nesse plano, que viveu num passado longínquo. A leitura fortalece a nossa vontade de aprender. Aprender, você sabe, começa com a capacidade de se surpreender com as coisas. O mundo ter seis bilhões de pessoas, por exemplo, me surpreende. Queria conhecer cada uma delas. Como não posso encontrar tanta gente assim, um jeito de facilitar esse encontro foi ler muito e escrever. Em relação a ler eu já falei, quanto a escrever, está dando certo, pois por causa dos meus livros, encontrei você aqui e a gente está se conhecendo mais um pouco. Ter um livro publicado é também uma forma de ficar eterno, não é mesmo? Então eu me sinto assim mais ou menos eterno sendo escritor.
Matheus Gomes: Quais são suas idéias principais a respeito de seus livros?
Kelsen Bravos: Com meus livros quero afirmar o amor que sinto pelas pessoas, pelas coisas e seus lugares. Amar significa não deixar morrer, então os meus livros são uma forma de eu dizer: vamos amar uns aos outros e amar nossos lugares, a coisas e todas as outras formas de vida, as plantas e os animais. Não podemos deixar morrer nossas idéias, nossas emoções, a natureza, as pessoas (ou a lembrança delas)... não podemos deixar morrer nossa cultura. Acho que está dando certo, pois recebo muitas cartas elogiando os livros. Gente dizendo que se tornou um defensor da natureza depois de ler o “Batatão”, que tomou banho de lagoa, coisa que nunca havia feito. (Agora então que aqui em Fortaleza as lagoas estão sendo limpas e bem-cuidadas pela prefeitura e população, é que ficou legal mesmo). Também sobre o “Palavras ao vento” recebo muitos comentários, muitos já me disseram que passaram a observar com mais carinho o trabalho da mulher rendeira, que redescobriram as brincadeiras de carretilha, de soltar arraia, de barquinho, e que passaram a gostar mais ainda de baião-de-dois e de dançar baião, de ir às feiras livres, de soltar palavras ao vento (tem gente que lê ou declama poesias bem bonitas ao pôr-do-sol, para o vento levá-las e emocionar as pessoas). Isso é ou não uma forma de a gente amar nossas cultura e as pessoas?
3.13.2007
novos chapeuzinhos amarelos
de quando somos ainda, mesmo mais velhos, como a chapeuzinho amarelo, e nossos medos surgem. de novo ele, lenine, em dose dupla: português e espanhol.
Miedo
Lenine
Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienem miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienem miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienem miedo de subir y miedo de bajar
Tienem miedo de la noche y miedo del azul
Tienem miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de ascender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienem miedo de reir y miedo de llorar
Tienem miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienem miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Miedo... que da miedo del miedo que da
Miedo
Lenine
Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienem miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienem miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienem miedo de subir y miedo de bajar
Tienem miedo de la noche y miedo del azul
Tienem miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de ascender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienem miedo de reir y miedo de llorar
Tienem miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienem miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Miedo... que da miedo del miedo que da
meus verdadeiros críticos literários
Embora eu reclame tanto da sala de aula, adoro meus alunos.
Com eles aprendo muito! Inclusive TEORIA LITERÁRIA.
Esse ano, estamos desenvolvendo no 8º ano o projeto CONTADORES DE HISTÓRIA, onde os alunos lêem livros de diferentes escritores cearenses vivos.
Em uma das primeiras produções eles tinham de escrever sobre o ofício do escritor.
Escolhi alguns trechos para vocês curtirem um pouco das nossas conversas. Espero que gostem!
Ah, aproveitem pra visitar a página da ESCOLA VILA onde tenho o prazer de desenvolver esse projeto.
Para mim, um bom contador de história tem que ter presenciado boas situações ou ter criatividade para interpretá-la, tendo um bom senso de humor para algumas situações e um de suspense para outros. Tentar não fugir muito do assunto é uma dica, mas sem ser aquela coisa sem graça. Que o conto não seja tão detalhado, mas que também não seja tão disperso.
(Thales)
Para mim um escritor é aquele que filosofa, pensa, viaja para outro mundo, o mundo da imaginação. Em outro mundo ele tem mais inspiração, novas idéias, isso é o que eu acho que um escritor faz além de escrever o que pensou.
(Rudá Santos)
Bem, pra começar tem autores que escrevem, como por exemplo: aventura, como o escritor do Harry Potter. Ele fez o filme “A pedra filosofal” e tem um livro chamado “A pedra filosofal” que foi um autor que fez.
Tem autores que fazem contos de fadas, magia, ação, terror e etc.
O Vinicius de Moraes foi um grande escritor que tinha uma esposa é claro, mas calma ainda tem uns outros escritores melhores do que Vinicius de Moraes. Aliás no mundo inteiro tem autores que em dias de hoje escrevem numa máquina velha e todos eles se garantem a escrever, é como computador lógico. Eu, Heitor, que estou escrevendo esse texto também queria ser um escritor e posso.
(Heitor)
Com eles aprendo muito! Inclusive TEORIA LITERÁRIA.
Esse ano, estamos desenvolvendo no 8º ano o projeto CONTADORES DE HISTÓRIA, onde os alunos lêem livros de diferentes escritores cearenses vivos.
Em uma das primeiras produções eles tinham de escrever sobre o ofício do escritor.
Escolhi alguns trechos para vocês curtirem um pouco das nossas conversas. Espero que gostem!
Ah, aproveitem pra visitar a página da ESCOLA VILA onde tenho o prazer de desenvolver esse projeto.
Para mim, um bom contador de história tem que ter presenciado boas situações ou ter criatividade para interpretá-la, tendo um bom senso de humor para algumas situações e um de suspense para outros. Tentar não fugir muito do assunto é uma dica, mas sem ser aquela coisa sem graça. Que o conto não seja tão detalhado, mas que também não seja tão disperso.
(Thales)
Para mim um escritor é aquele que filosofa, pensa, viaja para outro mundo, o mundo da imaginação. Em outro mundo ele tem mais inspiração, novas idéias, isso é o que eu acho que um escritor faz além de escrever o que pensou.
(Rudá Santos)
Bem, pra começar tem autores que escrevem, como por exemplo: aventura, como o escritor do Harry Potter. Ele fez o filme “A pedra filosofal” e tem um livro chamado “A pedra filosofal” que foi um autor que fez.
Tem autores que fazem contos de fadas, magia, ação, terror e etc.
O Vinicius de Moraes foi um grande escritor que tinha uma esposa é claro, mas calma ainda tem uns outros escritores melhores do que Vinicius de Moraes. Aliás no mundo inteiro tem autores que em dias de hoje escrevem numa máquina velha e todos eles se garantem a escrever, é como computador lógico. Eu, Heitor, que estou escrevendo esse texto também queria ser um escritor e posso.
(Heitor)
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- niterói // fortaleza, entre telas